A plataforma tecnológica se refere às bases necessárias para o prédio atender as necessidades das instalações de equipamentos, para o funcionamento das empresas.
Esta instalação não só deve atender as necessidades, como também, ter um item de conservação de energia .
Um prédio é inteligente quando tem uma concepção de arquitetura e uso de espaço de forma inteligente.
A integração da arquitetura e da tecnologia é o que chamamos de arquitetura integrada .
A arquitetura integrada é a somatória da atitude criativa e da tecnologia, em função do homem usando a tecnologia.
Os principais itens da plataforma tecnológica são :
- Estrutura
- Sistemas
- Gerenciamento
- Serviços.
Atualmente, mudar é a palavra-chave para as empresas que se preocupam em ser competitivas e que têm como objetivo tornarem-se mais modernas, produtivas e eficazes. Mas, pergunta-se: o que uma empresa necessita para exceder em seu produto final e em todos os sentidos?
E a resposta é única e direta: pessoas motivadas, trabalhando melhor e sentindo-se reconhecidas.
O elemento humano é a força mais importante na "receita" de um produto ou serviço; porém, precisa de ferramentas adequadas para realizar o seu trabalho. Não investir corretamente nessas ferramentas pode significar uma perda substancial de produtividade.
Segundo um levantamento realizado com algumas companhias americanas, 92% de seus custos são referentes, de uma forma direta e indireta, ao trabalho das pessoas.
Recentemente, o Departamento de Estado Norte-Americano fez uma pesquisa em uma companhia, para avaliar se substituindo as cadeiras até então utilizadas por cadeiras ergonomicamente melhores e mais atuais, a empresa conseguiria alguma ganho em produtividade. Chegaram a conclusão que com as novas cadeiras, as pessoas trabalhavam cerca de dez minutos a mais por dia, o que significa uma acréscimo de meio período por mês e uma semana de trabalho a mais por ano.
Baseados nessa constatação, verificamos, por exemplo, o quanto um mobiliário adequado pode ser fundamental para um funcionário desempenhar sua função.
Se uma simples cadeira pode Ter um impacto tão forte sobre ganhos de produtividade, o que se dizer então do planejamento e organização do espaço de trabalho?
A maioria das empresas, normalmente, gasta muito mais espaço do que em verdade necessita, o que significa que suas despesas com manutenção e reformas podem representar um acréscimo de 20% a 50% por ano em seus orçamentos.
Uma outra razão que mostra claramente por que os escritórios e edifícios de forma geral precisam planejar o seu espaço para se modernizar são as constantes inovações tecnológicas que a mídia e os equipamentos de apoio vêm sofrendo ultimamente.
Até alguns anos atrás, uma secretária tinha um telefone, uma máquina de escrever e, eventualmente, uma máquina de calcular. Hoje, ela tem um micro, uma impressora, um fax, um telefone e uma máquina de escrever elétrica, ou seja, uma estação de trabalho que possui em média de oito a 12 cabos, mas que pode ser reduzida a apenas seis, se for melhor planejada.
O fator de perda - número de metros quadrados usáveis / m² alugado - é outro ponto importante previsto pelo trabalho de "Planejamento de Espaço".
Metros quadrados significam m² de carpete líquido, descontado-se inclusive os pilares. Dividindo-se a área de m² que a empresa possui ou aluga (menos as áreas de garagem) pela área que efetivamente usa de carpete líquido resultará o fator de perda. Caso esse número seja 11%, a instalação é adequada, porém, se o valor for de 35%, a empresa será instalada no limite de sua capacidade. Um valor considerado bom é estimado entre 20% e 25%.
A parte elétrica é outro elemento fundamental que as companhias devem levar em consideração no seu processo de modernização. As empresas normalmente possuem cerca de 100 a 150 watts por m², sendo que 50% é referente à iluminação e 34% ao ar-condicionado. Hoje, é possível reduzir de 10% a 20% o desperdício de luz utilizando, por exemplo, detetores de presença infravermelho ou ultra-som - que ligam e desligam as luzes automaticamente gerenciando até 100 m² de área, reatores eletrônicos ou lâmpadas de menor wattagem e maior eficiência. No que diz respeito ao ar-condicionado, através do sistema entálpico (controle automático que desliga os schilers quando a temperatura externa é menor que a interna) poderá economizar cerca de 60 a 70 watts por m².
Em resumo, e através dessa pequena relação de exemplos, conclui-se que planejar e organizar os espaços de forma competente, há muito deixou de ser uma questão de querer, ou gostar. Trata-se de matéria da mais alta relevância no contexto de empresas e corporações, que negligenciada, com toda a certeza, inserirá essas mesmas empresas e corporações nas UTIs do mundo dos negócios.
Em cada dez "autópsias" que dão como causa-mortis a perda de competitividade, no mínimo em cinco leia-se descaso e negligência no planejamento e organização do espaço de trabalho.
Muito se tem falado - e pensado - sobre como serão os ambientes de trabalho no futuro. Como se sabe, muitas das inovações tecnológicas que se incorporaram ao dia a dia da humanidade nasceram da imaginação de visionários geniais como Da Vinci e Júlio Verne, isso para ficar apenas nestes dois exemplos.
Hoje 80% dos trabalhadores se encontram dentro de escritórios. Os demais 20% ainda ocupam seus lugares dentro das fábricas. Vale ressaltar que esta relação era exatamente inversa no começo do século quando a grande maioria dos seres humanos desenvolviam suas atividades profissionais dentro das unidades fabris. De lá para cá a transformação foi total. Paredes caíram, vieram a preocupação com os fluxos de informação interdepartamentais, a flexibilização dos ambientes, a modularidade dos layouts e no final da década de 80 um dos maiores fatores de transformação dentro dos escritórios: O computador pessoal. Costumo dizer que os ambientes de trabalhos se dividem em AC/DC (antes e depois dos computadores). Num futuro próximo, a conversão de mídias pode levar a estações de trabalho que usem e abusem da virtualidade bem como de controles que favoreçam a criação do micro envairoment, tais como controle de luminosidade, acústica e temperatura.
Hoje porém, o grande desafio que as empresas tem pela frente é o de organizar o espaço de trabalho - O ESCRITÓRIO – integrando eficazmente as diferentes forças que nele convivem, e tendo como resultado os mais elevados índices de produtividade. Para isso é preciso criar ambientes onde pessoas trabalham felizes e motivadas; produzindo mais e melhor.
De uma forma geral, podemos agrupar as diferentes forças que convivem num escritório em 6 blocos. O 6º e principal bloco é o das Pessoas – a força humana. Os demais 5 blocos são: Espaço, Clima, Mobiliários, Equipamentos, Infra-estrutura e Serviços. Cada um deles com sua importância.
Vale lembrar que uma empresa gasta ao longo de seu ciclo de vida 2% com o custo de seus instalações, 6% com a manutenção das mesmas e os 92% restantes são gastos com as pessoas. Portanto não é difícil imaginar que investimentos bem planejados com as instalações podem reduzir significativamente o volume de custos com pessoal ao longo do tempo.
Portanto independente do quanto a tecnologia irá avançar. Independente de como serão as estações de trabalho ou os computadores devemos concentrar nossos esforços para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em seu ambiente de trabalho. É preciso e possível pensar, desde já, o escritório como um lugar onde se queira estar. Que alie e estimule a sociabilidade a capacidade de produzir.
Nós aqui da Edo Rocha Espaços Corporativos sempre buscamos apresentar a nossos clientes projetos que estejam na vanguarda dos acontecimentos. Procuramos pensar no futuro agora. Para isso é preciso ter consciência de que a arquitetura e a arquitetura de interiores estão a serviço dos resultados e das necessidades da empresa, e não apenas a serviço de uma obra arquitetônica. Assim sendo ela (a arquitetura) deve ser uma atitude estética e criativa, EM FUNÇÃO DO HOMEM, usando para isso a tecnologia como ferramenta.
Dentro deste conceito não podemos esquecer que a sustentabilidade do planeta tem que estar cada vez mais presente na preocupação de todos. Portanto é necessário que uma dedicação cada vez maior a pesquisas, desenvolvimento de soluções e produtos que visam preservar não só o consumo de energia muitas vezes de fontas não renováveis, mas também preservar a energia humana dentro dos ambientes de trabalho a fim de aumentar a satisfação, saúde, bem estar e produtividade dos ocupantes, e possibilitar mudanças organizacionais e de adaptabilidade tecnológica, aumentando ao mesmo tempo a eficácia energética, ambiental e de custo.
A evolução dos ambientes de trabalho acompanhará as mudanças na sociedade e nas empresas. Não pensar assim é olhar e andar para trás. O escritório do futuro deve estar, hoje, na cabeça e nos projetos do arquiteto.
Gostaríamos de ressaltar que ao longo dos seus 30 anos de atividade a Edo Rocha tem tido uma grande satisfação de poder desenvolver e executar projetos e soluções para empresas que pensam no futuro da mesma forma que pensamos. Estas empresas apostaram e apostam na qualidade de vida, acessibilidade, satisfação e integração de seus colaboradores estão na vanguarda, e seus escritórios já podem ser chamados de escritórios do futuro.
Arq. Edo Rocha
Na edição passada discutimos, em nosso editorial, o atual momento vivido pelo mercado imobiliário, mais especificamente o de escritórios. Esta constatado que existe hoje na cidade de São Paulo uma super oferta de espaços corporativos, o que tem feito com que haja uma queda nos preços de locação e por conseqüencia se inicie um movimento que batizamos de “dança das cadeiras”. Isto é, as empresas se motivam a trocar de endereço em função da oportunidade de aliar a racionalização de suas despesas (condominiais e administrativas) aos ganhos resultantes da ocupação de espaços mais nobres além de agregar valor à sua imagem corporativa.
Porém sempre que se fala em mudanças é comum que se deixe os medos, dúvidas e por que não dizer, preconceitos, exercerem uma força paralizante que muitas vezes faz com que as empresas tomem a decisões que, com o tempo, se mostram equivocadas e anti-econômicas. Quando falamos em mudanças no espaço físico dos escritórios os principais focos de resistências e dúvidas são:
Por que mudar se eu não estou gastando muito em meu atual endereço? Mudar não vai sair mais caro? Lidar com o escritório de arquitetura é complicado. O escritório não vai estourar o budget? O arquiteto vai entregar a obra no prazo? Será que vou me perder em meio a todos os fornecedores envolvidos no processo? A obra vai ser executada de acordo com que esperamos? Não tenho idéia do processo como um todo. Posso perder dinheiro com isso?
Veja a seguir o método de trabalho da Edo Rocha Espaços Corporativos que transforma todo o ciclo de atividades envolvidas na reforma ou implantação de um novo ambiente de trabalho em um processo simples, lógico e que possibilita aliar o desenvolvimento de soluções criativas e personalizadas ao cumprimento das metas orçamentárias e do cronograma.
Análise Financeira (Etapa opcional)
Este trabalho tem como objetivo encontrar soluções para os desperdícios e/ou ineficiências encontradas no(s) escritório(s) do cliente visando identificar oportunidades para a melhoria do consumo de energia, desempenho do edifício, utilização de sistemas, facilidade na implantação de novas tecnologias, necessidades estas fundamentais para a redução dos custos condominiais e de manutenção.
Produto: Relatório com as conclusões obtidas para cada aspecto analisado e as diretrizes a serem adotadas com relação às instalações
Levantamento
Nesta etapa do projeto será feito o levantamento das informações e dados que caracterizam o programa de necessidades do cliente, com o intuito de fornecer subsídios para o desenvolvimento do projeto, tais como: Mobiliário, volume de arquivamento e equipamentos. Será executado, ainda, um levantamento das condições atuais do imóvel a ser ocupado, tais como, levantamento métrico, infra-estrutura predial e disponibilidades técnicas.
Produto: Situação atual e definição das necessiades
Com base no programa de necessidades e no potencial da edificação apresentados pelo cliente serão desenvolvidos os Estudos Preliminares quando serão alocados; as estações de trabalho, os sistemas de arquivo, equipamentos de TI e alternativas de acabamento. Será apresentado, também, o sistema de mobiliário (sob análise de compatibilização com o mobiliário existente), alternativas de acabamento e a composição dos itens que permitirão melhor funcionalidade e mobilidade ao projeto.
Produto: Alternativas de projeto, sugestões de acabamentos e mobiliário
A partir das definições da etapa anterior serão desenvolvidos; o estudo aprovado bem como seu memorial descritivo.
O Lay-Out executivo compreenderá os desenhos finais de distribuição do mobiliário e equipamentos necessários à exata interpretação do projeto, elaborados em número e escalas suficientes para perfeita execução da obra e preparação dos editais para as concorrências
Produto: Projeto final e concorrências para seleção de fornecedores e definição de budget
Projeto Executivo
Nesta etapa do trabalho será apresentado o detalhamento das soluções concebidas na fase anterior (Marcenaria; Esquadrias Internas; Divisórias e Revestimentos Especiais; Copas; Sanitários; Cabeamento etc) e compatibilização dos demais projetos (Elétrica, ar condicionado e hidráulica). Será também definido o cronograma físico-fianceiro
Produto: Projetos finalizados e definição de cronograma e budget com o cliente
Obra e Gerenciamento
Este trabalho tem como objetivo realizar um programa, durante a execução das obras de interiores, que, em sintonia com o cliente, vise a obediência das diretrizes técnicas e estéticas do projeto de arquitetura de interiores, respeitando as condições de prazo e custo acordado, além da qualidade e padrões especificados no projeto.
Produto: Coordenação da obra e emissão de relatórios de controle para o cliente.
Entrega do Espaço Corporativo
Suporte técnico no momento da mudança, entrega de plantas, manuais do usuário, documentações. Plantão para ajuste finais
Produto: Profissinais para suportar a mudança, finalização formal do processo.
Revisões (se necessário)
Contrato para a realização de alterações de layout que por ventura vem a ser necessárias após a conclusão do processo a pedido do cliente.
Produto: Manutenção da qualidade do espaço funcional ao longo do tempo
O que são os escritórios doentes? São os escritórios que prejudicam a saúde e a produtividade das pessoas que neles trabalham. Quando falamos em escritórios doentes em geral nos vem à cabeça uma imagem de um escritório feio, antigo, cheio de problemas visíveis. É claro que existem espaços assim funcionando até hoje.
Porém estes, pela própria situação explícita ficam fáceis de ser detectados. As pessoas que trabalham alí, mesmo que leigas, sabem e percebem claramente que estão em um local impróprio para o desenvolvimento de tarefas do dia a dia. Porém encontramos escritórios doentes em várias empresas onde nem se imagina que o espaço é impróprio. Locais bonitos e bem decorados escondem muitos problemas que levam a baixa produtividade e a problemas de saúde.
Em muitas situações avalia-se o trabalho do um arquiteto, antes da contratação do escritório, pela beleza da planta ou da apresentação do projeto. Projetos de arquitetura de interiores realizados de forma quase que industrial e sem grande profundidade escondem erros que só serão percebidos depois que a obra já está concluida e as reclamações começarem a chegar ao RH das empresas.
Escritórios doentes em geral nascem de PROJETOS DOENTES, muitos deles encobertos por belas apresentações. A rapidez que encanta o cliente na produção do projeto tende a ser a mais perversa das armadilha. Afinal depois que o problema é detectado já é tarde demais. Correções custam muito dinheiro e o tempo ganho (poucos dias diga-se de passagem) no início do processo pode se transformar em um problema PERMANENTE.
Atualmente é comum empresas selecionarem escritórios de arquitetura através de concorrências onde exige-se a apresentação de projetos sem custo. Vence aquele que apresentar a "melhor" proposta. Pergunta-se então, qual é a qualidade e profundidade que um projeto realizado nestas condições pode apresentar que elimine o risco de se estar gestando um futuro escritório doente?
Alguns sintomas dos escritórios doentes (presentes em locais de trabalho de empresas de todos os tamanhos, inclusive grandes multinacionais instaladas em edifícios de alto padrão) são:
Cansaço anormal após um dia de trabalho rotineiro · Respiração "pesada" em momento em que o ar condicionado está desligado;
Desconforto na estação de trabalho após poucas horas de atividade;
Pequenos acidentes (pessoas que se esbarram, móveis que machucam, etc...);
Alto tom de voz involuntários quando se está ao telefone
Assuntos sigilosos tem que ser quase que sussurrados por falta de privacidade (acústica ou de má distribuição de pessoas);
Grandes diferenças de temperatura entre os ambientes;
Falta de concentração na atividade;
Irritação nos olhos, nariz e garganta;
Gripes e resfriados são comuns na empresa.
Recentemente, o Brasil experimentou um racionamento forçado de energia sem saber como fazê-lo.
É bem mais difícil conservar energia do que racioná-la. A conservação e o uso racional de energia: poucas empresas sabem usá-la de forma racional e poderiam economizar muito. A premissa da conservação energética sempre norteou a grande maioria de nossos projetos.
O projeto inteligente é o que usa seu potencial energético de forma eficaz, tenho dito isso em muitas palestras sobre edifícios inteligentes e plataforma tecnológica. Um edifício é inteligente quando seu projeto engloba um trabalho completo e complexo de conservação dos três tipos de energia, a elétrica, a física-humana e a água.
Os green buildings são edificíos que incorporam mais a conservação de energia, e por isso têm uma compreensão maior do assunto, ecologicamente corretos. Os edifícios contemporâneos apresentam aumento no consumo de energia m² (veja gráfico).
A água, um dos tipos de energia mais caros e raros, deve ser preservada de forma racional. Apesar da abundância hídrica do Brasil, é difícil usá-la racionalmente em edifícios. Todos os edifícios residenciais e comerciais deveriam ter um pré-tratamento dos esgotos.
Usar sistema de refrigeração a ar, eliminando os sistemas de torres de resfriamento a água. Captar água de chuva para descarga sanitária.A energia humana, talvez a menos pensada de todas, é a mais valiosa. Quantos edifícios são desenhados e ocupados por pessoas despreocupadas com o desempenho do trabalho?
Ou seja, as pessoas acabam consumindo grande parte de sua energia física para superar as falhas de arquitetura e da instalação física onde trabalham como barulho, falta de acústica, excesso ou falta de iluminação, reflexo dos computadores, ar condicionado muito frio ou muito quente, cadeiras e móveis pouco ergonômicos, cores e layouts que distraem a atenção.
A falta de logística não permite a interação de pessoas e equipamentos, integrando rápida e eficazmente os departamentos.
Enfim, cuidados especiais com o ser humano, no sentido de permitir que ele, em seu ambiente de trabalho, possa carregar as baterias em vez de somente descarregá-las nas jornadas.
A energia elétrica, na verdade, é a única que entendemos - sua utilização e custo atinge diretamente o trabalho e o bolso. Muitas medidas para o uso racional de energia tem a ver com vários processos do desenho da arquitetura. Já é meio caminho andado se a arquitetura for pensada para a conservação de energia.
Com o advento do computador, os prédios acabam dobrando seu consumo, tanto em equipamentos como em ar condicionado, sem que os prédios estejam preparados para fazer um balanço energético.
As principais áreas de estudo são:
Fachadas - uma das áreas mais críticas no consumo de energia. Como não há inverno no Brasil, não há revestimento térmico nas fachadas. Muitos prédios usam tijolos e concreto em que a radiação penetra no edifício, o ar condicionado refrigera o ambiente. Sem isolamento térmico nas fachadas, o custo do desperdício está na faixa de 15% do consumo de energia. Na China, o governo financia o revestimento térmico em casas e edifícios, diminuindo sensivelmente os gastos com calefação e refrigeração. Um bom material de isolamento - muito importante na arquitetura - é o vidro com bom poder de sombreamento. Os caixilhos diminuem o consumo de ar condicionado, que corresponde a outros 10% no consumo de energia nos edifícios.
Ar condicionado - talvez seja um dos grandes vilões dos gastos com energia. Os edifícios, contudo, não podem funcionar sem controle do microclima interno. Os escritórios modernos são uma somatória de equipamentos e pessoas, e tudo que gere calor deve ser combatido. Como a ventilação natural é praticamente impossível, pois o ar externo da cidade é mais poluído e sujo que o interno, temos desenhado vários prédios com ar condicionado pelo piso, de instação mais barata e muito mais flexível para o usuário. O ar condicionado pelo piso proporciona economia de 25% no consumo de energia. Os sistemas VAV, Chilers com refrigeração a ar, entalpia, tanques de inércia térmica de gelo, água ou a própria estrutura do prédio podem gerar mais um delta de 10% na economia de energia.
Iluminação - um dos fatores de maior desperdício de energia. Os prédios estão desenhados para serem ligados pela manhã e, teoricamente, não são desligados à noite para limpeza. Muitas vezes ficam acesos o fim de semana inteiro. Por imposição legal, todos os edifícios são obrigados a ter 500 lux por m2, obrigando-os a ter uma carga de iluminação desnecessária durante todo o dia em áreas periféricas do prédio. O excesso de luz é prejudicial para quem usa o computador por muito tempo.
O conjunto de luminárias, lâmpadas, refletores e reatores eletrônicos evoluíram muito nos últimos anos.As luminárias, hoje, são muito mais eficientes que no passado.
Os sensores de presença, à base de infra-vermelho e ultrassom que ligam ou desligam a luz na presença das pessoas , sensores de sensibilidade que dimerizam as luzes aproveitando a luminosidade externa são medidas simples que, associadas ao sistema de gerenciamento de energia central, possibilitam o uso de energia para a iluminação e evitam prejuízos.
Os elevadores, a co-geração de energia, o gerenciamento de equipamentos como bombas, motores e outros, são itens tratados de forma consciente. Desta forma, os prédios modernos, com uma quantidade enorme de equipamentos, podem gastar menos que os prédios antigos.
A tarefa dos arquitetos e incorporadores é desenhar prédios com excelência em conservação de energia.
Um projeto é considerado bom quando a maioria é capaz de entendê-lo. Isto é, sua qualidade está na simplicidade (aparente) com que se faz compreender. Está na perfeita integração entre a arquitetura, o homem e a tecnologia. Ingredientes básicos do atual conceito “arquitetura inteligente”, presente, desde sempre, na obra do arquiteto Edo Rocha. Formado, há 25 anos, pela faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU), Edo Rocha é um dos pioneiros no desenvolvimento de projetos de escritórios e sedes corporativas a partir do desenvolvimento do conceito de arquitetura integrada.
Conhecido por seu estilo limpo e racional, privilegiando a criatividade, a harmonia e a importância de cada espaço, foi, com a entrada dos sofisticados programas de computação (o CAD por exemplo) na arquitetura, que Edo Rocha, o arquiteto da empresas, sentiu a necessidade de redesenhar o conceito-prédio, de adequar edifício-usuário, e de aplicar, no Brasil a idéia do Office Automation.
O que antes era filosofia tomou corpo nos anos 90. Os projetos assinados pela Edo Rocha Espaços Corporativos passaram a agregar idéias e soluções, produtos inovadores, sistemas, objetivando o conceito da arquitetura integrada. Pioneiro Edo Rocha foi o precursor na utilização de novas tecnologias em projetos de escritórios e sedes administrativas.
Na opinião do arquiteto, a chamada arquitetura Inteligente é o somatório de conceitos que solucionam os problemas da arquitetura, do homem e da tecnologia. Ou seja: é a soma de uma atitude criativa e estética que visa ao homem e se utiliza da tecnologia. “São soluções que brotam das necessiades do usuário, que busca conforto com produtividade. E para atendê-lo existem, hoje, a ergonomia, as tecnicas de iluminação, a nova tecnologia em ar condicionado, entre outros facilitadores, aparatos que criam um micro clima interno capaz de produzir satisfação”, complementa.
O homem é o personagem central deste novo conceito. É o foco e a razão da arquitetura. A estética, o equilíbrio, as proporções corretas, a utilização harmônica das cores, materirais e acabamentos geram satisfação, emoção. O despertar desses sentidos leva à compreensão exata do espaço, de seu conforto e da interferência do micro clima (luz, acústica, ar) na qualidade de vida dentro do mesmo, o que resulta em aumento da produtividade em contraponto ao estresse das funções ali executadas.
A função da arquitetura predial inteligente é adequar as necessidades humanas aos espaços arquitetônicos, apoiando-se em base tecnológica. Do trinômio homem-arquitetura-tecnologia surgem edifícios projetados com inteligência, preparados para utilizar produtos e serviços inovadores. Os existentes e os que virão no futuro.
Edo Rocha
A construção de escritórios ou sedes corporativas não é uma tarefa simples, requer muito planejamento, conhecimento, experiência e, obviamente, um bom projeto arquitetônico. Uma das tarefas mais importantes é dar todo o suporte para o cliente poder definir suas necessidades, seus programas de crescimento e tomar suas decisões. Decisões estas embasadas em números e programas reais, que dêem confiança para ele entender, de forma precisa, suas realidades e sonhos.
Para isto o projeto tem que satisfazer 3 pontos básicos:
Portanto, fica clara a importância de se ter consciência de que a arquitetura e arquitetura de interiores estão a serviço dos resultados e das necessidades da empresa, e não apenas a serviço de uma obra arquitetônica. A qualidade estética e a qualidade arquitetônica são itens obrigatórios e devem estar presentes, simultaneamente, nos projetos corporativos, porém a estética deve ser conseqüência da solução arquitetônica e não o contrário.
Um item que não pode ser esquecido é o fator custo. Na grande maioria das vezes, fazer bem feito não custa nem um pouco a mais. Na verdade, projetos e obras bem pensados e executados, conduzem a uma economia real e significativa na operação da empresa. Vale lembrar que as empresas, durante seu ciclo de vida, gastam em torno de 2% com o custo do prédio, 6% com manutenção e 92% com as pessoas. Portanto, não é difícil calcular que, investimentos direcionados de forma racional para as instalações (os tais 2%), podem influenciar diretamente o fator humano (92%) e se reverter em uma excepcional alavancagem na satisfação e na produtividade das pessoas. Afinal, a arquitetura deve possuir uma atitude estética e criativa resultante das soluções que usem a tecnologia e a lógica como ferramentas em benefício e função do homem. Portanto a união entre a Forma e Função é indispensável. Cuidemos apenas para que acontecem na seqüência correta.
Arq. Edo Rocha
A contaminação dos prédios normalmente acontece pelas seguintes razões:
1. Combustão de Gases: carbono, nitrogênio e óxido de enxofre, ozônio.
2. Partículas Orgânicas Voláteis: formaldehyde, componentes orgânicos & microbiológicos voláteis.
3. Partículas e Fibras: fumaça de cigarro, fibras de minerais sintéticos, amianto.
4. Partículas Biogenic: bactérias, fungos, allergens
Em função da contaminação dos edifícios, acontecem vários tipos de doenças que são:
1. Doenças Biológicas: doença dos legionários, febre pontiac, humidifier fiver, doenças alérgicas, hipersensibilidade, pneumonias.
2. Doenças Crônicas: asbestosis, câncer de pulmão (ocasionalmente).
3. Sintomas Ocultos e de Difícil Diagnóstico. Pesquisas feitas nos EUA, em vários edifícios, reportaram sintomas que afetaram a saúde das pessoas quando estavam dentro dos edifícios.
Estes sintomas desapareceram quando as pessoas saíram do prédio:
1. Sintomas Irritativos: irritação das micoses e membranas dos olhos, nariz, garganta e pele.
2. Sintomas Neurotóxicos: dor de cabeça, náusea, dificuldade de concentração, tontura e rouquidão.
3. Sintomas Somáticos: letargia e fadiga mental.
4. Reações de Hiperatividade não Específicas: dor no peito, dificuldade de respiração, corrimento de nariz, congestão nasal, tosse.
As razões da contaminação dos edifícios hoje são por duas causas:
1. Sistemas de Ar Condicionado:
- Grande parte dos sistemas de ar condicionado são do sitema v.a.v.
- Os sistemas de ar condicionado produzem desconforto térmico
- Os sistemas de ar condicionado podem ser uma fonte de contaminação com partículas de sujeira, fibras, microorganismos, etc.
2. Fontes de Contaminações Biológicas:
- Ventilação (filtros, humildade, dutos)
- Pessoas (vírus, bactérias, fungos)
- Plantas (fungos, insetos, alegremos)
- Carpetes, móveis, etc (bactérias, fungos, alegremos).
O sistema é feito com uma baixa pressão de ar por baixo do piso elevado e a retirada do ar quente pelo forro permitindo uma extração por convocação (gráfico).
O sistema de ar pelo piso tem inúmeras vantagens em relação ao sistema de ar pelo forro, que são:
1. Conservação de Energia
- Reduz em 25% o consumo de energia. - Os sistemas de insuflamento usando o task air, permite a transformação em um sistema v.a.v. (volume de ar variável).
2. Menor Custo de Investimento Inicial
- O sistema de insulfamento pelo piso é mais econômico, pois elimina 90% dos dutos. - Reduz em 20% a potência de t.r. (toneladas de refrigeração) dos equipamentos instalados. - Diminui a altura do edifício economizando em estrutura e fundações, além dos acabamentos externos (vidros e caixilhos).
3. Melhora a Qualidade do Ar Interno e Conforto das Pessoas:
- Melhora a qualidade do ar (gráficos). - Reduz a contaminação do ar condicionado. - Melhora substancialmente a filtragem do ar. - Facilita as mudanças de lay out e adaptações para salas fechadas. - Permite o controle individual das pessoas e melhor conforto (gráfico). - Permite a instalação de sistema de filtragem nas estações de trabalho b.z.f. (breathing zone filtration systems).
Tomadas de decisão que levam a empresa a se instalar em uma sede especialmente projetada precisam ser subsidias por informações estratégicas advindas de vários fatores. Em primeiro lugar é preciso saber se a empresa necessita se concentrar seus escritórios e departamentos em um único local. Em muitos casos o ganho em eficácia gerado pela sinergia conseguida através da proximidade de departamentos afins vale o investimento. Porém em algumas situações esta proximidade não é estrategicamente conveniente para a corporação.
Outro ponto a ser observado é descobrir se a unificação de endereços trará de fato uma vantagens econômica no sentido de diminuir seus custos operacionais. Nesta caso a Edo Rocha Espaços Corporativos desenvolve um serviço de Análise Financeira que ajuda nossos clientes na tomada de decisão. (Vide artigo do nosso newsletter no.2)
E, como já citado na abertura do texto, o valor agregado ao Marketing Institucional em função da existência de uma sede de uso exclusivo. Neste caso é importante se perguntar qual o impacto que deseja criar em função da existência do prédio e que investimentos deverão estar “embarcados” no edifício para se conseguir o resultado esperado.
Outro ponto chave é descobrir o que se deseja transmitir e o que deve ser transmitido pela arquitetura não apenas externamente mas também para o público interno e usuários em geral. Estas definições surgem no momento em que fazemos o trabalho de levantamento de dados junto ao cliente. A coleta de informações deve ser feita de modo criterioso e científico a fim de não gerar dados “enviesados” e distorcidos, o que prejudicaria todo o trabalho arquitetônico.
Logo, fica claro que o mais importante neste momento é que a arquitetura venha a ser o instrumento que una as instalações, como marco, a eficácia do edifício em quanto aos custos operacionais. Para que isso aconteça, em alguns casos é necessário que haja algum tipo de concessão por parte de quem concebe o projeto. A medida destas concessões deve ser norteada pela consciência do arquiteto e pelo bolso do cliente. Caso contrário, a conta não fecha.
Exemplos bem sucedidos e outros nem tanto é o que não faltam a respeito deste assunto. Não só no Brasil como no exterior. Mas isso é assunto para nossos próximos Newsletters.